quinta-feira, 26 de março de 2015

domingo, 8 de março de 2015

Vermelho mercadoria

Não adianta vir falar das flores Se não se compadece das lutas nem das dores Se nada faz para mudar Não adianta vir falar das flores Se acha que mulher só morre de amores Ou de causas naturais Não adianta vir falar das flores Se não entende os dissabores De uma injustiça tão brutal Só venha falar das flores Quando entender mais os temores E a hipocrisia social E talvez se surpreenda com as cores Que usam para encobrir o nosso dia (a dia) Chamando vermelho sangue de vermelho alegria




(Homenagem ao dia (a dia) das mulheres e nossa luta constante)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Eu, lugar

eu, lugar;
coração, cidade
sem mapa

enquanto mergulho no mar
da madrugada
infinda,
a mente leva tudo
para o lado
litoral

e, ao escrever
poesias de
aluguel
por
temporada,

temporal

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Caleidoscópio

Confundes portas fechadas
com muros de
concreto

Conjurando seus temores
nesse vasto
corredor

Não vês mil
universos
comprimidos 
pelas
frestas?

Não vês que és
remédio
para a própria
dor?




segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Presente

A única coisa 
que jamais veremos
nos livros
é o presente:

Ele nos
embala
enquanto
lemos a
dedicatória