A cidade é uma poesia barulhenta
E nenhuma metrópole saberá encontrar
As rimas perdidas nas paredes
E as filosofias ecoando no bar
O barulho é nossa sina orquestrada
E não há ópera que saiba harmonizar
O movimento que antecede a voz
E os murmúrios subtraídos do ar
E enquanto ninguém sabe explicar
Sobre o marasmo que exala desse caos que nos sucumbe
Deixemos a cidade respirar
Desse chorume que nos funde
Desse chorume que nos funde
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