domingo, 27 de abril de 2014

Metrópole em (des)construção

Canalizando os amanhãs
Para um hoje que nunca existiu
O vento em minhas entranhas
Arrasta minha essência para todos os lados
Devastando meus interiores
Urbanizando-me

Sem estrada
Metropolizada
Surpreendida pela construção

Desmoronei em mim
Para cair no mundo

Minhas cinzas rodopiam
Ululantes
Na fumaça
No hemisfério
Na redoma
No holocausto
Na sobra
Nos templos
E nas fronteiras
Das terras com as quais
Eu não teria porque
Sonhar

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